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16.1.12

Camarim


Gravando!


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Gravação da novela das 18h em Soure revela beleza da Ilha de Marajó

O diretor Rogério Gomes, o Papinha, esperava a melhor luz do sol para iniciar as gravações da nova novela das 18h, na Boca da Glória, que fica dentro da fazenda São Jerônimo, em Soure, na Ilha do Marajó. No local há o encontro da praia com um igarapé. Uma bela paisagem da Ilha do Marajó que o Brasil vai conhecer a partir do mês de março, quando deve estrear a novela Amor Eterno Amor.

Participaram da cenas os atores Andreia Horta, Gabriel Braga Nunes, Raphael Viana e Daniela Fontan. Um verdadeiro batalhão de técnicos, diretores, assistentes de produção, figurinistas e maquiadores estavam na praia trabalhando na gravação das cenas, que foram acompanhadas de perto por homens do Corpo de Bombeiros.

A natureza exuberante da locação ajudou para que o trabalho fosse concluído dentro do que foi programada pelo diretor da nova novela.

As gravações na Ilha do Marajó iniciaram esta semana. Também foram feitas cenas na fazenda Bom Jesus e praia do Araruna. O trabalho deve encerrar em Soure na próxima segunda-feira (16). No dia seguinte, os atores e a equipe embarcam para Belém, onde a novela também terá locações.

Na sexta-feira (13) eles receberam as boas vindas da cantora Fafá de Belém. A artista paraense fez um pequeno show em homenagem aos atores num hotel de Soure. No final todos dançaram carimbó.


 
Texto e foto de Christian Emanoel publicados no Portal ORM às 9h43m de 15/01/2012

4.1.12

Fazenda


O que a gente acha que você precisa saber



A Fazenda São Jerônimo tem mais de 400 hectares, em sua quase totalidade com fauna e flora preservadas desde sempre. Aqui você encontra campos e vegetações de mangue, cerrado e floresta. A quantidade de macacos e a variedade de pássaros que moram aqui são impressionantes. Você vai ver (e mergulhar em) igarapés e numa praia deserta que mistura a água do Rio Pará com a do Oceano Atlântico. Vai passar por mangues lamacentos e por pequenos lagos. Tudo dentro da Fazenda. Vai andar a pé, a cavalo, de búfalo e de carroça puxada por búfalos, se quiser.  

A intenção é conservar a natureza para sempre. A Fazenda está incluída na Reserva Extrativista Marinha de Soure, uma Unidade de Conservação federal, o que restringe diversas atividades e a coloca sob a fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – o Ibama, que costuma entregar a ela animais silvestres machucados ou desnutridos que são resgatados do comércio ilegal .

Ambiente cultural também é importante. São Jerônimo cede espaço para encontros de grupos locais de música e dança e eventualmente os contrata para shows. Uma peça de teatro foi encenada dentro da Fazenda com atores de Soure. Cenas do último longa-metragem de Tizuka Yamasaki, sobre uma personalidade da região, foram filmadas aqui. Sempre que há possibilidade, apresentamos aos nossos visitantes os artesãos em cerâmica, em grãos, cordas e em couro que trabalham na cidade.

Sem falar na culinária marajoara, ao mesmo tempo preservada e transformada pela responsável pela cozinha, D. Jerônima Brito, que tem uma boa reputação no meio da gastronomia brasileira. O restaurante serve almoços de segunda a sábado, através de agendamento prévio. Não funciona para almoço e jantar, como um restaurante comum.

A Fazenda São Jerônimo completa em 2015 o décimo-terceiro aniversário de sua abertura ao turismo. Até 2002, ela era dedicada exclusivamente ao extrativismo de frutas e à pesca, à pecuária e à agricultura em escala familiar.

A mudança chegou com a gravação dentro da Fazenda, em 2001, de um reality-show que durou meses e fez grande sucesso no país inteiro. Ela foi seguida de investimentos em capacitação e ordenamento realizados em Soure pelo órgão estadual de turismo (Paratur), em conjunto com o organismo nacional de apoio às pequenas empresas (Sebrae). Durante um tempo, a Fazenda ofereceu também pousada, serviço hoje desativado.

Os passeios na Fazenda - ecoturismo de verdade - duram entre uma e quatro horas. O melhor a fazer é tratar e agendar a sua visita por telefone. Se você aparecer sem aviso, certamente terá boas-vindas e sorrisos, mas talvez apenas isso.


Fazenda São Jerônimo. Rodovia Soure – Pesqueiro, km 3 – Bairro Tucumanduba – Soure – Pará. Código de Endereçamento Postal (CEP): 68870-000. Telefones: 55+91+3741-2093 / 55+91+8019-9699 / 55+91+9212-5997. 


Sobre este site
As fotos que aqui estão foram tiradas dentro da Fazenda São Jerônimo por turistas ou repórteres, nos últimos dez anos. Elas estão disponíveis na Internet e você acessa, através de links em cada página, a foto no site original e o perfil do fotógrafo ou blogueiro. Os textos mais importantes também são de visitantes ou de jornalistas que estiveram na Fazenda. Há poucas exceções: uma foto aérea de Soure, o material sobre um evento de gastronomia em São Paulo e este texto aqui. Todos os créditos foram dados, sempre que possível. 



Foto do plano de fundo do site: Paulo Lobato.

Visões


A arte, às vezes, é que melhor sabe o caminho



Trechos do espetáculo teatral realizado no mangue da Fazenda São Jerônimo, Soure, Ilha de Marajó – Pará, Brasil. O trabalho é fruto da residência artística de Katia Brito na região. Os atores e músicos são sourenses.



Vídeo por Luarebr 

Emoções


Antes da Fazenda ser aberta ao público



Um minuto em que você pode ver vários ângulos da Fazenda, com os participantes do reality show No Limite 3, de 2001. 



Vídeo original por DiuareNoLimite3.  




Cenário


Aqui há muitas possibilidades 



Aqui na Fazenda e aqui na Ilha de Marajó. Arte é apenas uma delas.



Vídeo original por Luarebr.

2.1.12

À Vontade


Simples, amplo e tranquilo

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Sob as palhas, na foto, o caminho e a entrada do restaurante. Sob as telhas, o próprio.

Fazenda Sao Jeronimo was in the area and seemed the obvious choice. 

The property has 400 ha with rainforest, mangroves, waterways, fields, lagoon, island and private beach. Toucans, parekeets, herons, ibis, owls, hawks, guariba monkeys and turtles are some of the residents.

The excursion consisted of boat navigation in the waterways, walking accross the mangroves, riding in buffalo cart throught the forest and at the end we made a stop on the beach. Having agua de coco (coconut water) and some local fruit from the tree, observing various bird spices and taking a bath on the beach where there was nobody... Sounds too good to be truth :)

When we returned to fazenda we had delicious lunch made by dona Jeronima. Everything she prepared was fresh and home grown. Some of the ingredients: early in the morning, fishes and shrimps still alive are caught in the river, crabs in the mangrooves, acai in the palm trees and the milk comes from cows and female buffalo.


A Fazenda São Jerônimo era ali perto e parecia a escolha óbvia.

A propriedade tem 400ha com floresta, mangues, rios, campos, lagoa, ilha e praia privadas. Tucanos, periquitos, garças, guarás, corujas, gaviões, macacos guariba e tartarugas são alguns dos residentes.

O programa consiste em navegação em barco pelos igarapés, caminhada através do manguezal, passeio na floresta em carroça puxada a búfalo e, no final, uma parada na praia. Tomamos água de coco e comemos algumas frutas locais pegas das árvores, vimos pássaros de diversas espécies e tomamos banho na praia, onde não havia ninguém... Parece bom demais pra ser verdade.

Quando voltamos à Fazenda, tivemos um delicioso almoço feito pela Dona Jerônima. Tudo o que ela preparou estava fresco e fora colhido ali. Alguns dos ingredientes: no começo da manhã, peixes e camarões ainda vivos são capturados no rio, caranguejos nos mangues, açaí nas palmeiras e o leite vem das vacas e búfalas.



Foto fazenda Sao Jeronimo original e texto de Mircaskirca.  


Experiências


Momentos particulares



Mit dem Fahrrad (Haupttransportmittel der Insel) ging es zur Fazenda São Jeronimo. Das ist eine Landhaus mit einem riesen Grundstück, von dem unsere Entdeckungsreise der Flora und Fauna von der Insel starten sollte. Nach einem kurzen Marsch durch den Wald, stießen wir auf einen Fluss, an dem wir in ein kleines Boot stiegen. Wir fuhren entlang am braun gefärbten Fluß und konnten dabei Vögel, Krabben und Affen in ihrer natürlichen Umgebung bestaunen.  Die 40 Meter hohen Mangroven-Bäume und die "Mangueiros"-Bäume ließen uns sehr klein aussehen. Am Ende der Bootsfahrt musste wir uns den versperrten Weg noch mit einem Buschmesser frei machen. Um dann einen selbstgebauten Weg durch das Wurzelgeflecht der Mangueiros zu einem entlegenen Strand zu folgen. Dort angelangt waren wir überwältigt von der Weite der Sandbank und des Meeres. Nachdem wir ein paar Fruchtkerne am Strand gesammelt hatten, bekamen wir eine frische Kokosnuss zum trinken, die wir anschließend noch auslöffelten. Dann kam der Höhepunkt unserer Tour: Büffel-Reiten, die ein Tonnen-Riesen machten einen finsteren Eindruck, erwiesen sich aber als angenehme Transportmittel.

Com a moto (principal meio de transporte na ilha), ele foi para a Fazenda São Jerônimo. Esta é uma casa de campo com um lote de terra enorme onde deve começar nossa exploração da flora e da fauna da ilha. Depois de uma marcha curta pela floresta, chegamos a um rio onde embarcamos em um barco pequeno. Fomos ao longo do rio de cor castanha e pudemos admirar pássaros, caranguejos e macacos em seu ambiente natural. As árvores de mangue, "Mangueiros", com 40 metros de altura, nos fizeram parecer muito pequenos. No final do trajeto tivemos que liberar o caminho com um facão. Então, para seguir um caminho de trilhas através do emaranhado de raízes de Mangueiros a uma praia remota. Uma vez lá, nós ficamos impressionados com a imensidão do mar e do banco de areia. Depois que havia coletado alguns grãos na praia, nós bebemos um coco fresco, e comemos a polpa. Então veio o ponto alto do nosso passeio: búfalos de equitação: o gigante de uma tonelada causou uma impressão sinistra, mas provou-se um transporte confortável.



Foto Mangueiros Bäume original de Tanja Hofer

1.1.12

Olhares



Melhor não encarar

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Mergulho ao lado de animal selvagem


Você pode se imaginar numa praia subindo à superfície da água após um demorado mergulho e dar de cara com um enorme e selvagem búfalo na sua frente, no meio das ondas?

Pois, vivi essa experiência inusitada e outras inesquecíveis na Ilha de Marajó, no Pará, em pleno inverno (deles, lá o inverno é a época das chuvas que abundam neste período do ano). Se olhar atentamente na foto abaixo é fácil perceber o meu espanto, afinal o bicho não era pequeno...

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Na maior ilha fluvio-marítima do mundo a população dominante é de búfalos. A grande maioria, selvagens. Esses animais não são nativos. Chegaram lá nadando e reproduziram aos milhares naquela imensa ilha de floresta amazônica. É lá que estão 80% da população brasileira desses bichos que são nativos da Ásia. Segundo os moradores da ilha um navio que carregava os animais afundou perto da costa brasileira e os que sobreviveram nadaram até a Ilha de Marajó.

Os selvagens são evitados, pois atacam até onças, o predador mais temido da selva. Segundo o biólogo da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Salvatore Rossy, por serem animais invasores eles não têm predadores.

Para se ter uma idéia do quanto esse quadrúpede de carne saborosa é selvagem, em Rondônia uma manada de 20 deles estava sendo observada por aviões por uma equipe de pesquisadores. Ela entrou numa fazenda abandonada e se deparou com a sucata de um trator abandonado. Ao ver a máquina, um dos animais se assustou e correu para chifrar o veículo. Isso porque eles nunca haviam visto um trator. Na imaginação deles, aquilo era uma ameaça. Ao correr contra a máquina, o animal bateu com a cabeça na lâmina e morreu na hora. Para abater um animal desses só com um trator ou tiros de fuzis. Eles pesam mais de uma tonelada.

A Ilha de Marajó é o paraíso desses animais que adoram banhos de lama, também. Nas regiões povoadas, assim como os cavalos e os bois, muitos foram domesticados e prestam enormes serviços de carga e tração além do fornecimento de carne, leite, couro etc.

Lagos e igarapés também não escapam do desfrute desses animais. Portanto, é bom estar atento nos banhos porque são enormes as chances de você ter essa companhia e, garanto, mesmo os domesticados não são nada sociáveis com os estranhos.


Lembram-se daquela série da Rede Globo de televisão "No Limite". O primeiro programa foi numa fazenda na Ilha de Marajó. A iniciativa da Globo permitiu aos proprietários transformarem o local depois que o programa terminou e investiram no turismo ecológico haja vista o enorme marketing da TV.

A Fazenda São Jerônimo é um dos melhores locais para quem se dispõe a passar alguns dias ou semanas muito próximo da vida selvagem quase ao extremo. Foi na fazenda que um dos búfalos, daqueles que se deixam montar, me atacou.

Um bicho desse tamanho bufando e correndo para cima de você é assustador! Só porque eu o estava admirando. É um belo animal. Meu erro? Olhei nos olhos dele. Nem os domesticados se deixam encarar. Para eles isso é uma provocação. Só deixei que ele chegasse perto o bastante para essa foto e um pouco do bafo no meu rosto e descobri que estou em boa forma quando o assunto é correr.

Acredite, aquele bicho lá de cima não estava bem intencionado...

Eles são os donos da ilha. Desde que você não os olhe nos olhos, as manadas domesticadas dá para encarar um "abre alas que eu quero passar..."

Aliás, depois de comer as mangas da Ilha de Marajó dá raiva comer qualquer outra manga. Elas são pequenas e muito, muito doces. Inigualáveis. Todas as frutas de lá têm sabor especial. Tangencialmente localizada à linha do Equador, o sol é abundante, é direto, na ilha. Que sabor têm as frutas!!!

Se eu montei algum búfafo? Não, uma búfala, sim. Um passeio inesquecível ao mangue mais lindo que já vi na minha vida. Mas isso é para uma próxima postagem.



Fotos e texto de Altamir Andrade publicados no blog Jornalista Altamir Andrade na quinta-feira, 13 de janeiro de 2011.


31.12.11

Beleza



É só parar pra ver








Fazenda São Jerônimo em Marajó – 1º parte


Visitamos duas fazendas. A primeira foi a Sao Jerônimo, um lugar tão selvagem e radical que foi locação do programa No Limite em 2001.

Na chegada, os visitantes se reúnem na sede na sede da fazenda, que sobrevive do turismo e da extração de côcos. De lá, fomos levados por uma trilha no meio do mato por nosso guia, Seu Lázaro, um caboclo muito simpático e bem humorado. Volta e meia parava, dava uma olhadinha para trás e dizia:

- Deixa eu ver onde está o último, que é pro Curupira não levar!
No meio do caminho, topamos com cutias esbaforidas e uma turma de macacos-de-cheiro - um macaco pequenininho de rabo empinado - correndo a nossa frente.

Chegamos a um braço de mangue semelhante a um rio, onde embarcamos em uma pequena canoa cheia de água no fundo. Ufa! Um tal de tirar a água com a cuia!...

Fomos levados pelas remadas vigorosas do Seu Lázaro e seu ajudante, Aílton, avistando coqueiros meio submersos e revoadas de garças, guarás e papagaios por todos os lados. É uma gritaria nos ares! Benza Deus, a natureza!

Lá pelas tantas, o mangue deságua em um estuário muito aberto, onde do lado direito é a mata fechada e do lado esquerdo, uma praia de areia tão branca e fininha que nossos pés afundavam até os tornozelos.

Ali, era permitido o banho.

- Mas cuidado com a arraia! - preveniu Seu Lázaro.

Aprendi com ele: as arraias costumam dormir rentes ao chão, cobertas por uma fina camada de areia, junto à superfície das águas. Se pisamos nelas: zupt! Lá vai um ferrão no pé. A solução é entrar na água juntos, em bloco, e nunca se aventurar muito longe sozinho.

- Assim, elas fogem - explicou o caboclo.

Foi o que fizemos. Delicioso! A água é meio doce, meio salgada, bem leve, fruto da mistura das águas do Rio Amazonas, Xingu e do Oceano Atlântico.



Veja a continuação clicando aqui.






Texto e fotos de Valéria Martins no blog Pausa do Tempo

29.12.11

Amizade



Vários amigos vêm voando pra cá e ficam de vez


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Mercredi 24 mars 2010
Souré - Fazenda Sao Jeronimo


Lundi 22 mars, nous partons pour la fazenda Sao Jeronimo.
Une fazenda est une immense propriété isolée au milieu de la jungle.
Un guide nous conduit à pied à travers la jungle, avec une barque nous suivons la mangrove pour atteindre une plage déserte, Praia do Pesqueiro, à dos de buffle nous regagnons la fazenda.
Nous verrons voler des toucans, à l'arrivée à la fazenda 3 superbes aras
Excellente journée qui se finit au restaurant de François, posada Canto do Frances.

Segunda-feira, 22 de março, partimos para a Fazenda São Jerônimo.
Uma fazenda é uma propriedade enorme isolada no meio da selva.
Um guia levou-nos a caminhar através da selva, em um barco seguimos manguezais para chegar a uma praia deserta, à Praia do Pesqueiro e voltamos à Fazenda andando de búfalo.
Vimos tucanos voando, e chegaram à Fazenda três lindas araras.
Grande dia, que terminou no restaurante de François, a Pousada Canto do Francês.



Texto e foto de Martine e Christian no blog Tahaa-Tiva - Martine et Christian

26.12.11

Projeto



Natureza e visitantes para sempre








Ilha de Marajó / PA - Fazenda São Jerônimo


Muito mais do que praia deserta, a fazenda de Sr. Brito tem quilômetros de mata fechada, centenas de animais, alguns até em extinção, igarapés, mangues e muito, mas muito calor humano. Brisa boa, ventinho na varanda, sons de pássaros e de macacos. Conforto e comida farta, diversificada e exótica.


A Fazenda São Jerônimo foi palco do programa No Limite, da Rede Globo. Sr. Brito, o proprietário, conta: “Eles sobrevoaram a área e vieram dizer que tinha que ser aqui por causa da imensa praia deserta”.
O Ibama acaba de entregar ao sr. Brito uma guariba de dois meses, que foi encontrada sendo maltratada. O combinado foi cuidar dela e, em seguida, soltá-la na mata da Fazenda. O macaquinho já tem nome: Zulu, o hóspede fotogênico da São Jerônimo, além do sr. Brito, claro!
Localizada em Soure, cidadezinha da Ilha de Marajó,a Fazenda São Jerônimo vive das atividades do ecoturismo além dos coqueirais.


Búfalos e Tirolesa

Ao chegarmos, uma surpresa: tirolesa puxada por búfalos! Major Dourado, idealizador do circuito, comenta que a ilha é o único lugar do país onde a polícia está montada em búfalos. A manada da ilha é a maior do país. O animal é considerado um verdadeiro aliado da população, fornece leite, delicioso queijo, carne, artesanato, segurança, transporte e até diversão pois, no carnaval, são eles que puxam as carroças equipadas de som, e agora eles são também responsáveis pela aventura!
Símbolo da ilha, o búfalo chegou a Marajó por acaso, um navio carregado de animais, que seguia para a Guiana Francesa, encalhou na costa da ilha. Os animais, excelentes nadadores, vieram até a praia e se adaptaram ao clima inóspito. Diz-se que ainda é possível encontrar animais selvagens nas matas marajoaras.

 

Praia do Limite

Saindo de canoa pelo igarapé Tucumandubinha, podemos presenciar o fenômeno das marés, de seis em seis horas o igarapé seca completamente. No caminho da Praia do Limite, as garças, o pássaro Martim-pescador e as araras sobrevoavam entre o mangue o os coqueirais.
A remo, chegamos ao paraíso desértico onde o Rio Pará se encontra com o Oceano Atlântico. Devido ao rio, a água passa quase o ano todo doce, para nadar é uma delícia!

Carimbó

De noite, na Fazenda São Jerônimo, um show de Carimbó-Mirim. Um grupo de crianças de Soure, que mantêm seriamente as atividades ensaiando três vezes na semana, mostrou como o folclore é importante para resgatar e manter a tradição e características de uma localidade. Com amor e entusiasmo, elas contagiaram a todos com a dança típica do Marajó. Impossível não entrar na dança, os lindos caboclinhos e caboclinhas tiram as pessoas para dançar cheios de sensualidade.
O folclore marajoara segue a linha das lendas do índio e as do africano. Em geral, todo o folclore amazônico é cultuado assim como as pagelanças da herança indígena.

 

Igarapés

O dia começa cedo para sr. Brito: 5h40 é a hora certa para avistar as cotias que atravessam a trilha. Lá fomos nós, calados, subindo em uma das torres estratégicas construídas na época do programa No Limite. E não é que ele tinha razão? Valeu a pena acordar tão cedo!
No café da manhã, quem reina é o búfalo, ou melhor, a búfala. Na mesa serve-se o leite, a manteiga, a coalhada, o famoso queijo marajoara, doce de leite... Satisfeitos, saímos com seu Brito de canoa pelo igarapé passando entre um incrível manguezal, que chega a 30 metros de altura.
O delicioso percurso desemboca na praia deserta do Araruna. De lá, caminhamos por mais uma praia deserta até a Fazenda Araruna, um verdadeiro "point" dos Guarás. É garantido encontrá-los por ser uma área encharcada e repleta de sarará, o crustáceo causador de sua cor avermelhada.

Cavalgada

Montados em cavalos marajoaras, saímos rumo à Praia do Pesqueiro, a mais badalada praia de Soure. Passando com os cavalos entre trilhas, manguezais e campos, onde estão instaladas algumas provas do programa feito pela Rede Globo, alcançamos a praia deserta da propriedade e cavalgamos quilômetros na areia, entre o mar e o mangue, até chegarmos na Praia do Pesqueiro. Cenas de filme!
Na volta, uma curiosidade: em meio à fazenda, um homem camuflado e munido de uma espingarda vigia a área... Logo explica sr. Brito: “Este é o Nascimento, segurança que contratei para cuidar das 40 tocas de camaleoas que temos por aqui, agora em época de desova”. Sr. Brito está preocupado, pois a população local está habituada a se alimentar dos ovos e das próprias camaleoas, e por isso está empenhado em assegurar a sobrevivência dos filhotes. “Aos poucos, os nativos vão perceber que vale mais a pena preservar as espécies e trazer o turista para admirarem, do que caçarem para comer, isso dá emprego mais digno...”.



Texto de Equipe EcoViagem. Foto de Marcello MaestrelliPublicado em 28 de outubro de 2003 no site EcoViagem. Leia uma continuação aqui.

Dentro



Entrar no meio da mata


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Intimidade total com a natureza.



Foto de Martine et Christian no blog Tahaa-Tiva – Martine et Christian

Ambientes



Água de rio com água de mar, praia com mangueiros





Fazenda São Jerônimo em Marajó - 2º parte

A praia de areia fina, margeada de árvores altíssimas com impressionantes raízes aéreas é a exclusiva da Fazenda São Jerônimo.

Após o banho de mar/rio/mangue, entramos por nova trilha no meio do mato - e haja repelente, pois fomos atacados por um enxame de maruins, um mosquito tão pequeno que não se vê, mas se sente na pele, ui! E chegamos ao mangue propriamente dito, uma monumental floresta de mangueiros - a tal árvore das raízes expostas - que atravessamos sobre uma frágil passarela de bambu.

- Não pisem sobre apenas um bambu, pois corre o risco de quebrar. Melhor ir andando de lado - orientou Seu Lázaro.

E lá fomos nós nos equilibrando sobre a sequência de pinguelas de bambu, avistando famílias de caranguejos sob nossos pés, naquele cenário que nada deixa a dever a Pandora, o planeta maravilhoso de Avatar.


Ao fim de uns 500 metros, alcançamos terra firme e lá nos aguardavam os colegas de Seu lázaro puxando búfalos arrumados com selas. Ele avisa:


- Agora são três opções pra voltar até a fazenda: montado no búfalo, na carroça puxada por búfalo ou cavalo.


Saí correndo na frente para garantir meu lugar no lombo do búfalo! E fui sacolejando por mais ou menos um quilômetro no lombo do bicho, que volta e meia dava umas "rabadas" em si mesmo, que acabavam me acertando! Não machucava, mas era sempre um susto.



Texto e fotos de Valéria Martins no blog A Pausa do Tempo.

25.12.11

Talento



A moqueca de filhote da Dona Jerônima

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Quem assistiu à terceira edição do programa No Limite, da TV Globo, conheceu a Fazenda São Jerônimo, verdadeiro paraíso ecológico que fica na Ilha de Marajó, no Pará. Ali vive a família de Dona Jerônima Brito que, junto com o marido Raimundo e o filho Jerônimo, cuida da pequena pousada e do restaurante simples onde ela, pessoalmente, prepara os mais deliciosos pratos da cozinha marajoara, como a moqueca de filhote (ou de dourada), o filé marajoara, o frito do vaqueiro e duas especialidades suas: salada de feijão-fradinho com carne de caranguejo e o peixe com caju. Como acompanhamento para a refeição, nada melhor do que um dos vários sucos feitos com frutas da Fazenda, como acerola, bacuri, muruci (ou murici), cupuaçu, goiaba, taperebá, carambola.

A história da Fazenda São Jerônimo como ponto de atração turística começou mesmo com o programa No Limite. Depois das gravações, D. Jerônima, nativa de Marajó, mas que morou no Rio de Janeiro, foi procurada pelo Sebrae do Pará, que a incentivou a abrir a pousada e o restaurante, dando todo o apoio necessário para a empreitada. Deu certo e hoje ela brinca: isso aqui existe por ‘culpa’ do Sebrae.

O lugar é muito bonito. Tem praia, mata, mangue, búfalos, muitas árvores frutíferas e um igarapé, no qual são organizados agradáveis (desde que se proteja dos mosquitos com repelente) passeios em canoas com guia especializado. Tucanos, cotias, periquitos, macacos, guaribas, garças, lagartos corujas, guarás, gaviões e tartarugas são alguns dos moradores.

A moqueca de filhote da D. Jerônima:
O filhote, apesar do nome, é um peixe grande, de água doce, ideal para se fazer moquecas e peixadas e muito apreciado em toda a região amazônica. Dona Jerônima cozinha as postas do peixe em pouco óleo-de-dendê e leite de búfala, junto com os temperos tradicionais usados em moquecas. Com o caldo, faz um simplesmente delicioso pirão com camarão regional (de água doce, dos rios locais). Como acompanhamento, arroz de jambu.


Veja mais sobre a moqueca de filhote clicando aqui.





Texto do site Viagem & Sabor. Foto de Paulo Lobato.