4.1.12

Amor


A história das árvores apaixonadas

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Nira e Mururé


Diz a lenda que eram dois jovens índios de tribos inimigas que se apaixonaram perdidamente. Ela uma índia Mundi, e ele um índio Aruã. Os aruãs, famosos pela arte da guerra e do enfrentamento de resistência aos colonizadores e os Mundis, conhecidos por serem pacíficos. O chefe da tribo aruã jamais permitiu que seu sucessor na hierarquia indigena, o índio Mururé, casasse-se com uma índia que não fosse guerreira, como a linda e terna Nira. E assim foi decretada a guerra. Mururé, longe de sua amada, chorou dias e noites a solidão de sua ausência e Nira consolava-se embalada pelos raios da lua a sonhar em eternizar seu grande amor. Então, ajudados pelo canto do uirapuru, que levava em seu canto a saudade dos dois índios apaixonados, Mururé e Nira, guiados pelo canto da ave encantada, seguiram em direção um do outro para a floresta de mangue hoje conhecida como manguezal do goiabal, alimentaram-se da semente do tento e abraçados eternizaram sua paixão, morreram por amor, sabendo que suas vidas iriam salvar outros tantos amores. No lugar onde morreram, nasceram duas lindas arvores abraçadas. Quem for passear na Fazenda São Jerônimo irá encontrar Nira e Mururé de mãos dadas eternizando o amor. Diz a lenda que quem sentar em seus braços junto com seu amor, jamais dele se separará, porque elas ajudarão o amor a ser eterno. (História de Brito e Jeronima - Adaptada por Ivone Maués)



Texto e foto de Yara Cultura Marayo no blog Yara Cultura MarayoVeja mais fotos desta árvore clicando aqui.

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